Se eu morresse amanhã, viria ao menos
                                                      Fechar meus olhos minha triste irmã,
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!
Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
Que sol! que céu azul! que doce n’alva
Acorda ti natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!




O autor deste poema é Álvares de Azevedo,
ele foi  um escritor da segunda geração romântica
 (Ultra-RomânticaByroniana ou Mal-do-século),
 contista, dramaturgo, poeta e ensaístabrasileiro, 
autor de Noite na Taverna.


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